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POLÍTICA

“Intolerância religiosa”, afirma Crivella sobre crítica da Mangueira

por Alessandro Granda no dia 13 de fevereiro de 2018 às 18:50
Foto: Reprodução/internet

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), emitiu uma nota na última segunda-feira (12), afirmando que ele foi vítima de "intolerância religiosa" na Marquês de Sapucaí. Essa manifestação é uma resposta à crítica da Mangueira à prefeitura em seu desfile, no último domingo (11). Crivella foi representado como um boneco de Judas, traidor do carnaval, enforcado.

Durante desfile a Verde e Rosa fez uma defesa da folia, contra o corte de verbas às escolas e outras manifestações culturais populares. Crivella virou Judas porque teve apoio dos dirigentes em sua campanha eleitoral e depois reduziu os recursos.

O samba da escola fazia menção à religião dele - o prefeito é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, que condena a festa: "Pecado é não brincar o carnaval".

"É lamentável que uma escola, que sempre defendeu a tolerância e o respeito, venha utilizar o momento sagrado do seu desfile para praticar um ato de intolerância religiosa como o que vimos neste domingo", diz a nota.

"A agremiação está no seu direito de não gostar da decisão do Prefeito de destinar parte dos recursos para as creches conveniadas, mas daí a atacar a fé do Prefeito e colocar sua imagem pendurada pelo pescoço com uma corda é algo que deve ser repudiado".

"A Riotur informa que neste ano foram aportados 19,5 milhões de reais às escolas de samba. Isso significa que a redução da arrecadação por parte das escolas foi de 20% em relação ao ano anterior, que foi de 24 milhões de reais. Vale ressaltar que a tão falada redução aconteceu dentro de um cenário de crise excessiva, de retração econômica e um déficit de quatro bilhões de reais nos cofres da prefeitura", finaliza a nota.

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