por Maria Medeiros no dia 07 de novembro de 2016 às 18:51

Temos fome de quê?


As pessoas costumam associar etiqueta à rigidez de comportamento, à frescura, à futilidade e, pasmem, até mesmo à infelicidade. Prova disso é que, recentemente, ao ser apresentada em uma reunião social, ouvi o seguinte comentário: Maria, na minha casa não tem etiqueta. Só tem felicidade! Compartilho aqui minha inquietação: você se sentiria infeliz ao ter respeito e consideração pelo outro? A felicidade vai de encontro ao bom-senso, à boa educação e à elegância? Muitos já ouviram a frase de autoria do dramaturgo romano Titus Maccius Plautus e que se tornou conhecida ao ser citada pelo filósofo Thomas Hobbes, em sua obra Leviatã: “O Homem é o lobo do homem”. Se já é difícil controlar, por meio das leis, a violência, a corrupção, a intolerância e outras mazelas sociais, imaginem em um ambiente no qual não existissem regras. Sou segura de que viveríamos em meio à selvageria absoluta, como presumia Hobbes. Ao contrário do que muitos creem, o uso das regras de etiqueta social, profissional e virtual, a chamada netetiqueta, só contribui para o convívio harmônico entre nós. Sabe por quê? Porque, ao estabelecer normas de conduta e comportamento nas diferentes esferas de relacionamento, neutraliza-se, em grande parte, a vocação egoísta e egotista inerentes ao ser humano. Ao direcionar o olhar e atenção para o outro, as regras de etiqueta fortalecem a tolerância, a solidariedade e o respeito mútuo. Enfim, eleva-se o grau de civilidade de um povo. E é disso que tenho fome. E você?

Maria Medeiros


Com licença, por favor e obrigada! Essas são as tais palavrinhas mágicas que nossos principais mestres, nossos pais, sempre insistiram em nos ensinar desde pequenos, verdade? São elas que me inspiram a escrever esta coluna sobre Etiqueta e outros assuntos afins. Como preceitua a etiqueta e parafraseando os versos da canção Bahia com H, peço-lhes licença para me apresentar: sou Maria Medeiros, mãe de dois filhos, graduada em Administração de Empresas e Mestre em Relações Internacionais. Depois de 25 anos caminhando pelo mundo, tornei-me uma amante saudosa desta terra que mais linda não há! E para saber e falar dos segredos da Bahia e do comportamento de sua gente, sou baiana também. Esta coluna será um espaço pensado não somente para informar, mas também para refletir sobre o nosso comportamento social, profissional e virtual, com um toque bem baiano. Por isso, sua participação é muito importante. Por favor, participem, nos enviem seus comentários, e lhes serei muito grata.

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